ANDRAGOGIA E TECNOLOGIA

by Iamile da Costa Carvalho, mestranda da MUST UNIVERSITY


O estudo de hoje originou-se de uma análise sobre o papel do aluno no desenvolvimento de sua comunicação com o mundo globalizado através do uso das novas tecnologias, tais como computadores, smartphones, celulares, internet, etc. Essas ferramentas podem e devem ser aproveitadas como recursos pedagógicos nas turmas. Sabe-se que os envolvidos no processo de ensino-aprendizagem, sejam professores ou alunos, devem fazer uso de todas as ferramentas que permitam acesso rápido à informação de bom conteúdo. Nesse sentido, por que não utilizar os recursos tecnológicos como atrativos e aplicados a favor do ensino na educação de adultos?

 TECNOLOGIA NO EJA

É necessário inserir o atrativo por meio do tecnológico como forma de otimizar a aprendizagem considerando as necessidades dos contextos em que vivem os alunos e a importante conexão entre a vida social e a educacional. A escola, portanto, deve favorecer o desenvolvimento das competências e habilidades para a inserção do cidadão no contexto globalizado e ressaltar a importância de se promover ações inovadoras no sentido de acompanhar os avanços da comunicação e da tecnologia mundial.

Observando que as tecnologias estão cada vez mais presentes dentro da escola, os alunos do EJA (Educação de Jovens e adultos) se interessam em fazer parte dessa nova configuração de mundo através da utilização de aplicativos educacionais em sala de aula, o que contribui de forma significativa na aprendizagem do aluno, pois, torna-o mais colaborativo, criativo, motivado e estimulado na produção de conhecimento, isto é, o uso de aplicativos como ferramenta auxiliar para o aprendizado oferece vantagens tanto para o educador, quanto para o educando. Mas para que isso se torne realidade, “cabe à escola incorporar em seu trabalho, apoiando na oralidade e escrita, outras formas de aprender possíveis com uma tecnologia cada vez mais avançada. Mais do que resistir, é preciso desvendá-la, conscientemente, fazer uso dela.” (KAMPFF, 2012b, p.15)

Atualmente a tecnologia mais comum que podemos fazer o uso imediato em sala de aula é o telefone celular (Smartphone), e caso o ambiente educacional ofereça acesso à Internet para obter recursos para o smartphone dos estudantes, isso possibilitará realizar uma aula diferenciada no ensino da língua estrangeira. Silva (2015) diz o seguinte em relação ao uso do smartphone em sala de aula:

O smartphone está cada vez mais acessível aos alunos, em razão disso, além de trazer tecnologias digitais para sala de aula, seu uso facilita as atividades pedagógicas, devido aos recursos disponíveis, tais como: câmera fotográfica e filmadora, gravador de voz, navegador web e aplicativos (Silva, 2015).

        Em instituições públicas onde o fornecimento de tecnologia é baixo e carente, essas aplicações de atividades utilizando câmeras e gravadores na aula já oferece uma saída para a diversificação do ensino na sala de aula. Em ambientes que possam prover maior nível de tecnologia, como por exemplo no estudo de Gomes Varella et al. (2002) onde puderam utilizar tecnologias emergentes como chats e fóruns para providenciar maior interação entre os discentes e facilitar a exposição de possíveis necessidades no aprendizado.

Ou seja, a utilização de aplicativos e ferramentas por si só é muito mais efetivo se consideradas as motivações do educando, considerando os recursos que lhe estão disponíveis. Kensky (2007, p.68) comenta que o uso da tecnologia é desafiador, no sentido de “inventar e descobrir” usos criativos da tecnologia educacional. E através do uso possa inspirar professor e aluno no processo ensino aprendizagem, não apenas para a formação de consumo e produção, mas para que a função da escola seja reinventada.

 CONCLUINDO...

         Se o professor utilizar os recursos tecnológicos que fazem parte da vida cotidiana em prol do ensino, principalmente de adultos que chegam cansados em sala de aula e a utilização dessas ferramentas fornecerem uma estratégia essencial para professores de Jovens e Adultos alcançarem o objetivo principal que é o aprendizado, estas práticas de ensino conduzem a um novo conceito de ensino em que proporciona ao aluno uma aprendizagem mais autônoma e sólida.

 

REFERÊNCIAS

Kampff, Adriana Justin Cerveira. (2012). Tecnologia Da Informação E Comunicação Na Educação. Editora: Iesde Brasil. Curitiba-Pr,.

Kensky, V. M. (2007). Educação E Tecnologias – O Novo Ritmo Da Informação. Campinas – Sp. 2ª Edição.

Silva, Cristiane De Oliveira. (2015). O Uso Dos Smartphone Para Pesquisas Em Sala De Aula Sua Potencialização Das Aprendizagens Em Biologia.: Um Estudo De Caso No Ensino Médio. Ufrgs..

Gomes Varella, P., Vermelho, S. C., Golçalves Hesketh, C., & Castelli da Silva, A. C. (2002). Aprendizagem Colaborativa Em Ambientes Virtuais De Aprendizagem: A Experiência Inédita Da Pucpr. Revista Diálogo Educacional, 3(6), 11. https://doi.org/10.7213/rde.v3i6.4804

Comments